Performance
CENAS BREVES












A partir da residência artística CASA BREVE o Núcleo de Criação e Pesquisa SAPOS E AFOGADOS selecionaou parte do material produzido para compor seu repertório. BREVES instantes que carregam ares do tempo de morada e criação na casa da Floresta.
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Travessia do mar vermelho: Um homem cego deseja atravessar o mar. Ocupação de um território, re-significações. Na guerra por um lugar, nas colinas de Gollan, lavamos nossas mãos. Faces duplicadas, a humanidade em busca de sentidos. Sangue derramado, um mar que escorre pelo ralo.
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Hoje são mistérios gozosos meus surtos psicóticos: Universo performativo da atriz Viviane Ferreira que articula memórias dos movimentos, sensações e pensamentos característicos da lógica psicótica. Investigação sobre o medo e a superação dos surtos. Essa menina é só de brincadeira: Só dá bandeira. Só dá bandeira... Quarto aberto. Corpo aberto, destemido. Estética da Intimidade. Anti-Teatro. Olha-se a cena, a personagem e vê-se a realidade nua. Fluxos. Fuga de ideias. Tempo presente. Urgente. Medido, marcado, calculado; onde tudo acende e escapa.
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Pré-babélica: Eles queriam chegar ao céu, estar mais perto de Deus, um lugar onde pudessem se ouvir. Desencontros. A torre ruiu, aqui a palavra e o que dela se entende é quase um castigo. A comunicação não existe! Qual é mesmo a melhor forma de dizer? Qual seria a melhor tradução? Um segredo, nem todo mundo vai poder ouvir.
Cafuné





CAFUNÉ é uma performance resultante da pesquisa e elaboração artísticas do Grupo SAPOS E AFOGADOS- NÚCLEO DE CRIAÇÃO E PESQUISA EM ARTE E SAUDE MENTAL
A Performance busca estabelecer, através de um gesto tão íntimo, um momento de atenção, carinho, de auto cuidado e cuidado do outro, o acolhimento em saúde mental em uma perspectiva decolonial, ao mesmo tempo que questiona os limites de interação física e ou social que nós impomos ao outro, principalmente se o outro diverge daquilo que temos como norma.
Cafuné é uma palavra com origem no QUIMBUNDO, língua da família BANTU, falada em Angola pelos AMBUNDOS, e, como nós a conhecemos, significa o simples ato de acariciar, coçar a cabeça de alguém, fazer adormecer, contemplar ou relaxar uma pessoa.
Nossas pausas e silêncios tão necessários, as bases que nos ligam com aqueles que vieram antes de nós, nossas subjetividades, desejos, aquilo que nos faz gente e não maquina, são sacrificados em nome de uma rotina que, para a nossa sobrevivência básica, nos exige rapidez de resposta e alta produtividade a todo custo, inclusive à custa de nossa saúde. Cafuné é sobre nossa relação com o tempo, com o ócio, como o que pode crescer sem competir, é sobre respirar junto.
O cafuné tem o poder de nos transportar para um “local” íntimo, seguro e extra cotidiano. Reforça os laços de familiaridade, remonta um momento de conforto e carinho, nos reconecta com nossa ancestralidade. O toque é transformador! Alivia as dores do corpo e da alma, injeta energia positiva, transmite amor.
Deixamos de ser apenas números, transeuntes, e ao receber o toque do outro, reagimos e nos afetamos. Permitimos nos afetar?
