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Linha do Tempo

Sapos e Afogados

2003

→ Espetáculo Cia. Momentânea Hoje é dia

dos Santos Reis

→ Espetáculo Cia. Momentânea Mais de uma Vez, Mais de uma voz

2004

→ Participação na 3° Zona de Ocupação do Centro de

Cultura Belo Horizonte

2005

→ Espetáculo e Curta Metragem Sapos e Afogados

Segundo espetáculo da Cia. Momentânea de Teatro estreia no

3° Zona de Ocupação, realizado pelo Centro de Cultura Belo

Horizonte. A partir do questionamento dos atores se "tudo que

louco faz é arte", criamos este espetáculo com personagens

inusitados que invadiam o espaço adentrando as cenas uns

dos outros transformando o que a princípio o público lia dra-

maturgicamente, tendo o encontro e o desencontro como pos-

sibilidade de resposta à pergunta sobre arte e loucura. O filme

nasce na sequência, após o diretor Ricardo Alves Jr. assistir ao

espetáculo, elencar uma das cenas e deslocar a (não) relação

Encontro x Desencontro a cena de teatro para a realidade da

cidade de Belo Horizonte e do interior de um teatro.

2006

→ Curta Metragem Material Bruto

Segundo filme do coletivo, com premiações no cenário nacional,

Material Bruto revela um cinema transtornado, de personagens que só precisam de seus corpos para fazerem sentido na trama que, em si, nem existe.

Afora, nos corredores do edifício, caminha a Mulher Náu-

sea. Adentro, a Mulher Cabelo, o Homem Cigarro e o Homem

Música esperam o momento de fuga, um instante para sair de si.

Poucos planos. O filme traz como metáfora para construção de

suas imagens o desgaste das relações e nos provoca a pensar

como o tempo e o silêncio marcam e sinalizam o que marcam

no corpo todas as relações. Estreia no X Festival de cinema de

Tiradentes (MG) conquistando as premiações:

 

VI Mostra do Filme Livre (RJ) - Competição Oficiando;

VII Cine Esquema Novo (RS) - Prêmio do Júri;

Festival Internacional de curtas de Belo Horizonte (MG) -

Prêmio de Melhor Curta Brasileiro pelo Júri da Critica;

III Festival Novos Realizadores do Mercosul (ES) -

Prêmio Caleidoscópio;

Festival Internacional de Curtas de São Paulo (SP) -

Prêmio Aquisição Sesc TV;

III Oberá en Cortos (Argentina) - Sección Experimental;

XVI Vídeo Brasil (SP) - Competição panorama Sul;

Mostra curta Goiânia (GO) - Prêmio de Melhor Curta

Brasileiro;

FENAVID-Festival de Vídeo Santa Cruz (Bolívia) -

Prêmio de Melhor Direção;

Festival luso-brasileiro de santa Maria da feira - (Portugal)

Menção Honrosa.

2007

→ Participação do trabalho no Cinema de Visibilidades

íntimas com Grace Passô e Ricardo Alves Jr. para exposição Symbio.

→ Participação no coletivo ObsCENA

2008

→ Espetáculo Caixa Preta

O segredo, o sagrado, o que ainda não tem nome, ações inter-

nas, possibilidades descobertas, com tampa ou sem tampa,

imagens a serem desvendadas em um mundo a ser decodifi-

cado, inconsciente, fotografia, tarja preta, espaço vazio.

O que é teatro, o que é loucura, o que é real, o que é

escuro, o que é claro... a cena nesta criação do Sapos e Afoga-

dos é um objeto, uma situação a se atravessar, um som, uma me-

táfora delirante sobre o que é fazer teatro e o que acontece neste

espaço em que se atravessa a caixa cênica, o mundo de um ator.

Essa Caixa é uma abertura para a compreensão e transformação

da realidade cavalgando sobre o Infinito.

Caixa Preta é um espetáculo-instalação que propõe

a experiência do universo da loucura. Com uma dramatur-

gia "montanha-russa", como costumamos dizer, convidamos

o público a um mergulho inusitado onde tudo pode mudar a

qualquer momento. Um circuito que os atores repetem nas

apresentações, tendo vários momentos marcados para a livre

improvisação, onde "esperam o inesperado", como propõe o

ator Edmundo Veloso Caetano. É também o encontro com a

teoria teatral que aqui ganha nova forma de expressão, encar-

nando em personagens grandes mestres do teatro. Caixa Preta

segue em repertório.

2009

→ Abertura da Semana do Psicólogo na Fumec

2010

→ Participação no Encontro da Diversidade -

Rio de Janeiro

→ Participação na 2° Mostra de Arte Insensata de Belo Horizonte

→ Primeiro encontro com a Accademia della Follia

2011

Residência Casa Breve I

Casa Breve é uma mostra de cenas, performances, shows, foto-

grafias e artes visuais. Foi realizada em sua primeira edição em

uma casa "abandonada" no bairro Floresta, na cidade de Belo

Horizonte. Durante trinta dias os atores do Sapos e Afogados

habitaram artisticamente a casa vazia, construindo para cada

espaço da casa uma determina ação. Destacaram-se em Casa

Breve I as cenas teatrais "Pré-babélica", "Tríade" e "Travessia

do mar vermelho"; as performances "Hoje são meus mistérios

gozosos meus surtos psicóticos", "Chá com Elizabeth / Visita

da Diva" e ainda o "Show Secreto Íntimo e Particular", além das

aulas de Mirra e rodas de debates. A princípio, o que era para a

produção do Núcleo de Criação e Pesquisa Sapos e Afogados

apenas a possibilidade de uma locação de mais um curta me-

tragem do grupo, acabou se tornando um tempo de residência

potente e muito criativo, que ficou aberto ao público por apenas

vinte e quatro horas, com a justificativa de um dos atores de que

a primeira hora que te vejo pode também ser a última na força

do que é breve.

 

→ Espetáculo Duo, em Trieste na Itália

Com texto escrito do fragmento de depoimentos da atriz Silvia

Maria, o que era para ser um monólogo vira o encontro de duas

atrizes no palco, sustentando a poética e a potência da loucura.

Duo dois princípios, substâncias e realidades que não se com-

pletam, oposições. Na incapacidade de uma síntese, ELA não

suporta o que vê em seu armário, um corpo e uma alma entre

os princípios do bem de do mal, quem é o sujeito e quem é

o objeto? Uma mulher, uma mesa, uma cadeira. Ela não está

só. Polifônica, escuta suas vozes! Vestido camisa de força que

se abre, Maria Bonita. Quem está em seu guarda-roupa? In-

vasões, amarras, ataduras, panos que se prendem e soltam.

Boletim de ocorrência de um delírio. O que nos prende e o que

nos faz seguir. Uma mulher e seu vestido, qual marca carrega

este corpo? Por que Duo? Somos um, somos dois, vários... eu e

o outro em mim. "Eu" como um lugar de desconhecimento, de

ilusão, de imaginação, alienação e narcisismo. Estamos diante

do espelho, diante de nosso amor, ódio, agressividade, torpor...

todas possíveis relações duais. O Outro, na abordagem antropo-

lógica se refere a uma construção identitária, processo pelo qual

um grupo constitui um outro grupo de valores, representações,

sentidos. Aqui, este "outro" é o que cabe na construção delirante

de Silvia, atriz, que em um de seus surtos consegue registrar

um boletim de ocorrência do próprio delírio, que a persegue e

a invade. Recortes no tempo e na memória que agora ganham

lugar na cena de teatro, pura ficção, imagens e sons em um espaço vazio.

→ Projeto Girino

Este projeto acolhe como forma de estágio e possibilidade de

ingresso ao Núcleo. Isso, desde a experiência de intercâmbio

com a companhia de "atores loucos" da Itália "Accademia della

Follia", em que o Sapos e Afogados abriu vagas para partici-

pação de novos usuários da rede pública de saúde mental de

Belo Horizonte. Um projeto de formação e estabilização dos

participantes que, após um período de vivência, podem passar

a integrar o grupo de atores do Núcleo de Criação. Assim, re-

cebem carinhosamente dos integrantes do Sapos e Afogados

o apelido de Girinos. Até que possam dar o salto definitivo para

dentro do "brejo". Atendeu desde o tempo de sua criação cerca

de trinta participantes, cinco deles ingressaram para o Núcleo

e três permanecem em processo de estágio, ou Girino.

2012

→ Espetáculo Frog sound, isso não é um sorvete!

 

Um convite para tomar um sorvete é sempre o começo de uma

boa história. Em Frog Sound, o Sapos e Afogados brinca com

a sonoridade dessa palavra que nos faz lembrar um frozen, um

sorvete, uma delícia! Som de sapo fala baixinho dos amores

que com sabores delicados deixam saudade na boca. Fala do

menino, da menina, que se derretem por um sorvete da praça...

de um homem de olhos vidrados e um corpo de mulher que se

derrete delicadamente até um chão de paisagens que se mo-

dificam e se transformam o tempo todo. Sorver-te, eu quero

"sorverte"! Um passo, um pequeno esbarrão, só uma encosta-

dinha, trombada de fazer registro. Meninas de olhares vidrados,

corpos que se congelam e se soltam! Eu quero mesmo um amor

que escreve meu nome na neve: PAISAGEM FESTA!

 

→ Mostra de 10 anos Sapos e Afogados

 

Para celebrar seus 10 anos de história, a companhia apresen-

tou todos os espetáculos do repertório: Caixa Preta, Duo e

Frog Sound no SESC Palladium. Na ocasião houve ainda o lan-

çamento do Flipbook Sapos e Afogados, rodas de conversa,

exposição fotográfica e um "breJu" montado para venda de

camisetas e demais produções dos atores.

 

→ Oficina "Se delirar, delirou..."

 

A oficina tem o objetivo de mostrar ao público participante como

se dá, na prática, o modo de criar dentro do Núcleo de Criação

e Pesquisa Sapos e Afogados. Para isso, convidamos todos a

jogarem cenicamente com os delírios, fantasias e devaneios

pessoais. E, para acompanhar esse delírio, escolhemos como temática O livro das ignorãncas, de Manoel de Barros.

Buscamos, na essência do livro, uma ideia que vai ao encontro do fazer

artístico do Núcleo: a de "desacostumar a palavra", oferecendo-lhe novas significações. Nesse contexto, o nosso desejo é que

s próprios atores conduzam, ou dirijam o processo de criação

dos participantes, sendo assessorados sempre que necessário.

 

→ Aulas de Gatka com Simranjeet (Davi Pantuzza)

→ Lançamento do Flip book Sapos e Afogados

→ Participação na 3° Mostra de Arte Insensata de Belo Horizonte

2013

→ Intercâmbio com o Hotel da Loucura - Rio de Janeiro

→ Intercâmbio com o Grupo de Teatro Nômades -

Rio de Janeiro

→ Participação na publicação Que país é esse? do

Prof. Walter Melo

→ Residência artística Casa Breve II

Na segunda edição, o Núcleo contou com a participação de

vários artistas de diferentes áreas de atuação da cidade de Belo

Horizonte durante o tempo de residência artística e também

no dia das apresentações ao público. A casa recebeu, durante

12 horas ininterruptas, vasta programação "cênica-musical-

-performática", além de projeções audiovisuais e exposições

permanentes. Em Casa Breve II, o Sapos e Afogados, além das

inúmeras cenas e ações, também estreou o concurso psico-

fotográco "Louca da laje", em que um grupo de psicanalistas,

atrizes e usuárias de saúde mental da cidade escolheram uma

Diva do cinema para representarem. Contamos com o trabalho

da maquiadora Cacá Zech, responsável pela caracterização

para uma sessão fotográfica que culminou, mais tarde, na abertura da casa.

 

→ Concurso Psicofotográfico Louca da laje

O concurso psicofotográco "Louca da laje" reúne mulheres de

diferentes segmentos (médicas, atrizes, psicanalistas, artistas,

esquizofrénicas) que questionam, através da performance, os

"enlouquecedores" padrões de beleza a que toda mulher, esquizofrênica ou não, é submetida. Este concurso questiona e

faz perguntar sobre qual olhar atribuímos a "beleza" das mulheres com transtorno mental e quais as produções no corpo e

efeitos dos tratamentos a que são acometidas. Nesse encontro,

o universo feminino localizado em mulheres psicóticas reúne

todas as mulheres fotografadas em um democrático concurso de beleza.

→ Projeto Sapo Escola

 

Este é um projeto que leva às escolas, da rede pública ou pri-

vada, discussões sobre a loucura, o "adoecimento" mental e as

possíveis formas de tratamento nos tempos atuais. Cada encon-

tro com as crianças e adolescentes pretende abordar questões

sobre a cidadania e respeito. Como, por exemplo, os direitos

das pessoas com sofrimento mental, promovendo o resgate

da capacidade do sujeito psicótico de participar do universo

das trocas sociais de forma livre. Nesses encontros, os alunos

das escolas elaboram uma redação respondendo a pergunta

"O que é a loucura?" e, em seguida, entram em contato com os

atores do Núcleo de Criação e Pesquisa Sapos e Afogados. Suas

de redações são então corrigidas pelos atores, tornando possível, assim, o convívio e a desmistificação de pessoas com sofrimento mental como alguém perigoso ou incapaz.

 

→ Realização de aulas de Mirra no Espaço

Comum Luiz Estrela

→ Parceria com a cineasta Julia Bretas

→ Realização de oficinas de formação para os atores

do Sapos, com Ana Hadad, Ataídes Braga, Cacá Zech,

Silvana Stein e Luciana Brandão

2014

→Concurso Psicofotográfico Louca da laje, 2ª edição Não

vai ter culpa

Essa segunda edição aconteceu durante a copa do mundo, se-

diada no Brasil. Insatisfeitos com o cenário político do nosso

país, criamos associações dos sete pecados capitais com a

copa do mundo para que cada mulher encarnasse como mani-

festo em nossa laje. Nesse ano a festa de premiação aconteceu

na Utópica Marcenaria, que lotou a casa para eleger, junto a

primeira participação de um júri especializado, a Louca da laje

do ano, e apreciar a exposição das 21 mulheres participantes.

→ Realização do projeto Vidas Paralelas - piloto

saúde mental / UnB

→ Participação no TED Talk BH

→ Sessão fotográfica Boladas do Breju

→ Participação na pesquisa fotográfica de Luisa Horta

→ Participação no programa Pra Mudar o Mundo

→ Participação do projeto Cinema com Pão de Queijo no

Hotel da Loucura - Rio de Janeiro

→ Participação no Café Controverso da UFMG

→ Participação na TEIA da diversidade - Natal (RN)

→ Estreia da exposição SaPos no CCCP

→ Participação na Virada Cultura de Belo Horizonte

→ Temporada Caixa Preta no Teatro Esquyna

→ Participação na pesquisa da cineasta

Clarissa Campolina

→ Participação na pesquisa do cineasta

Thiago Mata Machado

→ Realização da pesquisa Teatro e saúde mental - corpos

e práticas na cidade de Bolonha, Itália

→ Oficina com a bailarina Maria Neiva

→ Participação no Pasme UFMG com aula de Mirra na

escola de Medicina

→ Realização de oficinas no Freud Cidadão ministrada

pelos atores do Sapos e Realização de Rádio Novela

2015

→ Participação no programa de extensão da Fundação

Clóvis Salgado

→ Estreia do espetáculo Ammattire, com Juliana em cena

e texto inspirado nas obras do Sapos e Afogados

→ Participação na Abrasco

→ Participação Congresso em Bucareste

→ Participação do ensaio fotográfico Branco sem Fim, de

Fabiana Leite

→ Participação no curta Tremor, de Ricardo Alves Jr.

→ Participação no argumento do longa Ellon não acredita

na morte, de Ricardo Alves Jr.

→ Realização de oficina com Laura Canedo

→ Realização de oficinas com Filipe Arèdes

→ Publicação na revista Marimbondo

→ Participação em programa na PUC TV

→ Realização de Oficina de Perna de Pau com Stefano

→ Realização de uma festa do Louca da Laje

→ Concurso Psicofotográfico Louca da laje, 3ª edição:

Deu a louca na corte!

Assustadas com a perseguição que mais tarde se deflagrou

no golpe de 2016, nessa edição, em luta, escolhemos rainhas

subirem à laje em coro com Dilma Rousseff - por aqui

para

nossa rainha.

2016

→ Espetáculo Caminho

Aproximando do que nos é vital, o espetáculo Caminho propõe

experimentações em dança e teatro para construção de "mitos

pessoais". Estudos para ser uma pedra. Estudos para ser

água. Estudos para retornar ao pó. De onde nasce um cisco? Um

espetáculo sinestésico, uma pintura muscular, a imagem como

um delírio. Coisas que nos tocam no percurso de um trecho. Ins

tinto. Uma intuição... Espalhar o corpo e sua própria sombra. Na

poeira de existir, insisto.

 

→ Participação no programa Agenda, Rede Minas

→ Participação como comentarista no lançamento

em Belo Horizonte do livro A loucura entre nós, de

Marcelo Veras

→ Formação dos atores em oficina de Alessandra Simões

→ Concurso Psicofotográfico Louca da Laje, 4ª edição:

Mulheres destemidas

Nessa edição, como grito em coro ao movimento "Fora Temer",

assumimos definitivamente esse projeto como um manifesto

político. A laje, de mulheres destemidas, foi a cidade, e cada

participante escolheu sua locação em Belo Horizonte.

Um sonho antigo foi realizado: homenagear a cantora

Elza Soares, diva e ícone feminino. "A mulher do fim do mundo

- Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim", Elza Soares

participou e se tornou a madrinha da 4ª edição e do Sapos e

Afogados, tendo sido fotografada como uma das "Mulheres

Destemidas". E por que Elza Soares como nossa madrinha?

Pela força com que representa o feminino. Por ser uma mulher

que criou e reinventou sua beleza a todo tempo.

2017

→ Participação em palestra com Peter Pál Pelbart no

Teatro Espanca!

→ Mostra de 15 anos Sapos e Afogados

Em estado de alegria e gratidão, debutamos realizando quinze

ações pela cidade, contemplando o nosso repertório de espe-

táculos e projetos. Foram quinze saltos de sapo pela cidade.

Ações que perpassaram todo nosso repertório.

→ Estreia de Waltzen

Performance urbana com a participação de quinze integrantes

do coletivo. A palavra "valsa" tem origem na palavra "waltzen",

que quer dizer "dar voltas". Nesse trabalho os integrantes do

Sapos e Afogados, em compassos ternários, revisitam sua trajetória em uma dança, com quem faz seu giro pela cidade. Dança para comemorar quinze anos de existência.

 

→ Abertura da Sala Jardim

 

Após quase 10 anos tendo o Galpão Cine-Horto como casa,

aconchego e abrigo, em 2018, o Núcleo de Criação e Pesquisa

Sapos e Afogados inaugura seu primeiro espaço físico, portanto

simbólico, no bairro da Lagoinha em Belo Horizonte. A Sala

Jardim foi um espaço multiplataforma para o autocuidado. Abri-

diversas iniciativas artísticas e culturais. Ofereceu aulas

gou

regulares de Kundalini Yoga para adultos e crianças; oficinas de

teatro, pintura e música; massagem ayurvédica, atendimentos

individuais e acolhimento em saúde mental. Além de abrigar

as ações e projetos do coletivo, guardou seu acervo e memória.

2018/2019

→ Manutenção e projetos da Sala Jardim

→ Concurso Psicofotográfico Louca da Laje

2020

→ 5° edição: Loka on-lineNesta edição, em plena pandemia de COVID-19, todas as fotos

foram produzidas por cada candidata em sua casa-laje. Cada

uma delas em quarentena produziu sua foto enquanto cuidava

acontecia

da própria saúde mental, tão abalada

no mundo e no Brasil, de forma ainda mais densa e desastrosa.

→ Residência artística Casa Breve III, edição: Casa Breve é o corpo

Isolados conectados; distantes - próximos; na abertura de

frestas em janelas esterilizadas. Foi assim que, em 2020, 0

Grupo Sapos e Afogados, a partir da troca com os diretores

Rafael Costa e Ricardo Alves Jr. seguiu experimentando possi-

bilidades de criar, no corpo e na fantasia, seu devir Casa Breve,

Em sua 3* edição, versão "quarentênica": Casa Breve é o Corpo!

2021

→ Sala Sapos

Em 2021, retomamos a instalação de um laboratório de Teatro e

Saúde Mental dentro da Faculdade Univeritas, em diálogo com

o curso de psicologia. No segundo semestre desse mesmo ano,

retomamos as atividades com os atores com todo cuidado

aquele tempo ainda pedia.

2022

→ Reestreia do espetáculo Caixa Preta

Reestreamos o espetáculo Caixa Preta, com apresentação no

evento Crownd Cul, realizado pela Funding Culture, para con-

versar sobre financiamento coletivo, ocorrido no Galpão Cine

Horto. Apresentamos ainda o espetáculo em seu 6° voo no Festival Acessa BH.

→ Espetáculo AVE

Em parceria com a Cia. Ananda de Teatro, estreamos o espetá-

culo AVE. Com texto de João Santos, inspirado em Aristófanes.

O espetáculo aborda questões atuais e se posiciona pela cons-

trução de um mundo mais inclusivo.

→ Livro Casa Breve: uma atriz louca em três tempos

Reunindo os textos dos processos de criação da atriz Viviane

de Cássia Ferreira, nas três edições da residência artística Casa

Breve, organizamos um livro lançado em parceria com a editora

Javali. O livro além de apresentar as criações da atriz, abre dis-

cussão para a construção artística em diálogo com a loucura.

→ Frog Cast

Estreamos Frog Cast, o Podcast Oficial do Sapos e Afogados

com a participação dos atores e convidados falando sobre arte,

loucura e saúde mental. Disponível no Youtube.

2023

Em processo do espetáculo Lunáticas, com estreia prevista

para outubro e seguimos saltitantes na construção entre

arte e loucura.

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